sábado, 4 de junho de 2011

SEMINÁRIO ECONOMIA SOLIDÁRIA COMO ESTRATÉGIA DE INCLUSÃO SOCIAL E DESENVOLVIMENTO LOCAL



LOCAL: João Pessoa
DATA: 17/06/2011

PROMOÇÃO: REVISTA NORDESTE XXI/BANCO DO NORDESTE – BNB

PROGRAMAÇÃO PRELIMINAR

08h30min – Mesa de Abertura

•Jornalista Francisco Bezerra – Diretor- Presidente da Revista Nordeste XXI
•José Sydrião de Alencar Júnior – Diretor de Políticas de desenvolvimento do BNB
•Representante do Governo do Estado da Paraíba
•Representante da Prefeitura Municipal de João Pessoa
•Representante do Fórum Estadual de Economia Solidária da Paraíba.

09h15min

Painel I – Economia Solidária e Fundos Rotativos Solidários: Histórico, Panorama Nacional e Políticas para o Desenvolvimento Sustentável

MODERADOR
•Ademar Bertucci – Cáritas Nacional/Fórum Brasileiro de Economia Solidária
•Roberto Marinho Alves da Silva – Secretaria Nacional de Economia Solidária – SENAES
•Eduardo Girão Santiago – UFC /ou Alicia - UFPB

11h15min – Diálogos e debates
12h – Almoço

14h30min
Painel II – Fundos Rotativos Solidários na Paraíba: o direito dos trabalhadores produzirem e viverem em cooperação solidária

MODERADOR: a definir

•Apresentação do Vídeo/Cordel dos Fundos Solidários
•José Waldir de Sousa Costa – ASA
•José Dias Campos – CEPFS/ASHOKA

15h30min

Painel III – O Programa de Apoio a Projetos Produtivos Solidários: concepção, metodologia e resultados

MODERADOR: a definir

•José Narciso Sobrinho – Superintendente do ETENE/BNB

16h – Diálogos e debates
16h30min
Painel IV – O Projeto de Apoio às Finanças Solidárias com base na Organização de Fundos Solidários no Nordeste: mapeamento e construção de redes

MODERADOR: a definir

•Barbara Schmidt-Rahmer – Fundação Esquel/ Pastoral da Criança

17h – Encerramento/Coquetel

quinta-feira, 26 de maio de 2011

INDICADORES LOCAIS DE SUSTENTABILIDADE E A AVALIAÇÃO DE POLÍTICAS SOCIAIS: CONTRIBUIÇÕES PARA A GESTÃO PÚBLICA - Alícia F. Gonçalves / Celly S. Santos

Este artigo apresenta uma pesquisa de avaliação de uma política social de finanças solidárias que contempla comunidades camponesas no Alto-Sertão Paraibano. O foco central do artigo é a metodologia da avaliação (de cunho etnográfico) e o mapeamento dos indicadores locais de sustentabilidade e a sua contribuição para a gestão pública no Brasil. O recorte empírico são duas comunidades situadas no entorno dos municípios de Aparecida e Santa Cruz. A metodologia desenvolvida envolveu discussões teóricas sobre temas que interligam teorias sobre Políticas Públicas, Economia solidária, Teoria da Dádiva e o próprio conceito de finanças solidárias, observação participante e desenvolvimento de indicadores locais das comunidades etnografadas3. Os Dados iniciais sinalizam que a gestão dos FRS nas comunidades está baseada na solidariedade e na reciprocidade entre os grupos havendo alto grau de coesão social. Os impactos da política podem ser observados nas seguintes dimensões: Cultura, identidades, fortalecimento da solidariedade e (re) significações nas relações de gênero.

Palavras-chave: Avaliação; Indicadores; Políticas Sociais de finanças solidárias.


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quinta-feira, 19 de maio de 2011

Desenvolvendo Métodos Avaliativos para o estudo de uma Política Social: A dinâmica dos Indicadores Locais - Michele Rufino

O presente trabalho tem como finalidade apresentar os Indicadores Locais, metodologia de pesquisa utilizada pelo GEPOSCES grupo de pesquisa da Universidade Federal da Paraíba. O trabalho tem como base a experiência do projeto de pesquisa “Avaliação dos Fundos Rotativos Solidários no Estado da Paraíba”, uma pesquisa de caráter acadêmico que visa fornecer elementos para subsidiar o desenho, a metodologia e a gestão das referidas políticas, A política social que foi estudada são os Fundos Rotativos Solidários destinados aos pequenos agricultores que vivem com as suas famílias no semiárido nordestino. Utilizamos os indicadores qualitativos locais, para uma análise articulada com a realidade local, que nos permitiu ter uma visão mais ampla das políticas sociais, seus limites e potencialidades e dos seus impactos nas condições de vida das comunidades participantes.

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Políticas Públicas de Desenvolvimento Local: A prática dos Fundos Rotativos Solidários, Avanços e Desafios - Paulo Lopes e Vinícius Gabriel da S.

O presente trabalho apresenta a experiência de uma pesquisa de avaliação de uma política social de finanças solidárias cuja finalidade é promover o desenvolvimento local de comunidades camponesas a partir dos princípios da agro-ecologia e da solidariedade. A política em tela é a dos Fundos Rotativos Solidários (FRS), financiada pelo Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e Secretaria Nacional de Economia Solidária (SENAES), que propõe aos seus participantes um padrão de sociabilidade estruturado nos condicionantes da economia solidária. Tal análise tem como foco o mapeamento de indicadores locais nos quais se destacam as economias mercantis, as relações de poder e o acesso das comunidades rurais à rede pública de ensino. No conjunto da análise, o que se pretende avaliar são os impactos da política pública dos FRS na qualidade de vida dos assentados das comunidades situadas no município do Conde, Litoral Sul do Estado da Paraíba (Nordeste brasileiro). Neste contexto, as condições de acessibilidade das famílias à rede de ensino público, em médio prazo, são de fundamental relevância para o êxito da referida política. A análise das experiências contemporâneas com os FRS em comunidades camponesas situadas no Litoral Paraibano está sendo realizada por meio de um estudo etnográfico, cujo foco central é a experiência da gestão dos Fundos pela comunidade e da perspectiva desta – como contraponto à perspectiva do formulador e do financiador da supracitada política. Isso significa que os relatos êmicos extraídos pela metodologia etnográfica nas entrevistas qualitativas são um componente fundamental na análise proposta, assim como, a observação do contexto onde se desenrola a experiência com os Fundos Rotativos Solidários (GONÇALVES, 2009).

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Cooperativismo, economía solidaria y políticas públicas: la trayectoria del Ingenio Catende - Victoria Puntriano Zúñiga

Esta investigación tiene como propuesta la discusión de la experiencia del Ingenio Catende, como caso sui generis en el área de economía solidaria, en un abordaje reflexivo y crítico acerca de las características que la vinculan como tal y el papel desarrollado por las políticas públicas en esa entidad a pesar contradicciones y conflictos de los campesinos con los antiguos dueños de la compañía, en una contraposición economía solidaria versus capitalismo. Esta experiencia se trata de la toma de poder de la gestión del Ingenio por parte de los campesinos, ex funcionarios de la empresa, decurrente de la quiebra de los propietarios para ser convertida en una entidad autogestionaria.

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Avaliação dos Fundos Rotativos Solidários: Impactos no Desenvolvimento Social - Fabricia Grisi e Aline Myrtes

O presente artigo apresenta os resultados preliminares de uma pesquisa de avaliação de uma política social financiada pelo Banco do Nordeste do Brasil em parceria com a Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes). O supracitado projeto corresponde à análise de caráter etnográfico dos Fundos Rotativos Solidários (FRS) na região do Agreste Paraibano. Os FRS são instrumentos de finanças solidárias (a fundo perdido) direcionadas às comunidades de pequenos agricultores que em tese praticam a auto-gestão dos referidos fundos, formando uma poupança e que decidem (re) investir parte desta em prol da própria comunidade. As comunidades pesquisadas têm diferentes relações sociais e diferentes modos de administração e organização dos fundos rotativos solidários. O desenvolvimento social, que é fator indispensável no processo de autonomia segundo a perspectiva da economia solidária, tem o potencial de engendrar ressignificações nos modelos de família, trabalho, educação e conscientização que é sem dúvida o maior desafio das políticas sociais que vêm atuando nessa área, tendo também como missão a melhoria dessas práticas.

Link do Artigo Completo
http://www.cchla.ufpb.br/caos/n17/15.%20FULGENCIO,%20F.%20UFPB%20198-210.pdf




quarta-feira, 27 de abril de 2011

Revista CAOS


Com mais de 10 anos de história, a Revista CAOS vem publicando artigos, resenhas, entrevistas e dossiês na área de ciências sociais.
Incentivando e valorizando o trabalho dos estudantes de graduação, bacharelado e licenciatura em ciências sociais, a Revista tem como objetivo maior a divulgação da produção intelectual discente.
Além disso, publica periodicamente as monografias agraciadas com o Prêmio Florestan Fernandes.

Está no ar o número dezessete da Revista Eletrônica Caos e o Dossiê Avaliação de Políticas Sociais

Conferir link abaixo:

http://www.cchla.ufpb.br/caos/atual.html



Também está a aberta a chamada de propostas para o número 18 da revista Caos:

Tema: Corpo e Saúde
Prazo abril de 2011
propostas de artigos deverão ser enviadas aos seguintes endereços:
edmneves@terra.com.br, aperrusi@uol.com.br e ccs@cchla.ufpb.br

Fonte: http://www.cchla.ufpb.br/caos/index.html

domingo, 24 de abril de 2011

GPOSCES (Grupo de Pesquisa em Políticas Sociais, Cultura e Economia Solidária)


O projeto de pesquisa “Avaliação dos Fundos Rotativos Solidários no Estado da Paraíba” vem sendo desenvolvido desde o ano de 2009 no Departamento de Ciências Sociais (DCS) e junto ao Programa de Pós-Graduação em Antropologia (PPGA/UFPB) em sintonia com o Mestrado Profissional em Avaliação de Políticas Públicas (MAPP) da Universidade Federal do Ceará (UFC), o Grupo Etnografias do Capitalismo Contemporâneo da UNICAMP e o Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (ETENE) do Banco do Nordeste do Brasil (BNB). O projeto está articulado às entidades e movimentos sociais ligados à gestão dos Fundos Rotativos Solidários (FRS) no Estado da Paraíba, como o Programa de Aplicação de Tecnologia Apropriada às Comunidades (PATAC), Articulação do Semi-Árido na Paraíba (ASA/PB) e o Comitê Nacional de Apoio aos Fundos Rotativos Solidários. Neste sentido, o presente projeto vincula em sua execução parcerias entre o universo acadêmico, entidades e movimentos sociais e instituições de fomento de políticas públicas.
Os FRS são instrumentos de finanças solidárias (a fundo não-retornável) direcionadas às comunidades que em tese praticam a auto-gestão dos referidos fundos, formando uma poupança e que decidem (re) investir parte desta em prol da própria comunidade. Estes podem ser caracterizados como uma forma de associação de crédito rotativo. A pesquisa é realizada no Alto Sertão, Agreste e Litoral da Paraíba, com o objetivo de analisar as diferentes dinâmicas de organização e da gestão dos fundos rotativos solidários dessas comunidades.

Equipe de Pesquisadores:

Coordenadora: Profa. Dra. Alicia Ferreira Gonçalves
Profa. Victoria Puntriano Zuninga

Michele Nunes Rufino (Graduanda em Ciências Sociais)
Celly Souza Santos (Graduanda em Ciências Sociais)
Fabricia Milena Grisi (Graduanda em Ciências Sociais)
Aline Myrtes de Souza Vieira (Graduanda em Ciências Sociais)
Misael Gomes (Graduando em Ciências Sociais)
Osvaldo de Freitas (Mestrando em Ciências Sociais)
Raoni Fernandes Azerêdo (Graduando em Ciências Contábeis)
Valquíria Henrique Targino Villar (Graduanda em Ciências Sociais)
Thaisse Cristina Cavalcante (Graduanda em Ciências Sociais)
Nair Rafaela (Graduanda em Pedagogia)

http://twitter.com/gposces

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

O presente projeto de pesquisa estabelece como objetivo geral avaliar os Fundos Rotativos Solidários (FRS) – particularmente o seu desenho e a sua metodologia e os seus impactos nas condições de vida cotidiana e nas identidades das comunidades no Estado da Paraíba onde seis projetos financiados pelo Banco do Nordeste do Brasil (com recursos da União via Secretaria Nacional de Economia Solidária) foram contemplados. Os impactos nas condições de vida cotidiana das comunidades serão analisados a partir de quatro eixos: 1) fortalecimento da organização produtiva, das tecnologias e demais saberes tradicionais; 2) autonomia política em relação às práticas clientelistas locais; 3) desenvolvimento de novas relações homem-natureza condizentes com a proposta de convivência com o semi-árido e 4) ressignificações em suas identidades tradicionais.

Neste sentido um conjunto de indagações se explicita: Como se resolve na dinâmica das comunidades as tensões entre os valores tradicionais que remetem à reciprocidade e valores individualistas característicos de uma sociedade que pratica uma economia de mercado? De que forma as lógicas da solidariedade e da reciprocidade subjacentes à metodologia dos FRS são acionadas como instrumento privilegiado de geração de renda e combate à pobreza? Quais são os limites e possibilidades dos FRS? Como os FRS são ressignificados pelos pequenos agricultores e suas respectivas famílias? E como os Fundos permitem ressignificar suas identidades nas suas vidas cotidianas? Quais são os sentidos atribuídos aos Fundos pelos diversos atores sociais envolvidos em seu planejamento e execução, tais como: Técnicos do BNB; movimentos sociais; cooperativas e associações; administração municipal? Como se articulam a lógica da solidariedade e de mercado na comercialização dos produtos? Como se articulam solidariedade e capitalismo? Tais indagações nos remetem aos limites e possibilidades das políticas públicas como mecanismo central de combate à pobreza em nosso país, e, simultaneamente, das regras tradicionais de reciprocidade em confronto com valores individualistas que predominam em nossa sociedade. Deste modo, faz-se necessário uma análise crítica de tais políticas da perspectiva dos vários atores, sobretudo, dos pequenos agricultores, que são as pessoas contempladas com tais Fundos.